Os 300 Anos do Lançamento da Primeira Pedra da Basílica de Mafra

Tricentenário da Basílica do Palácio Nacional de Mafra.

Tricentenário do Palácio Nacional de Mafra

Se nos debruçarmos, no tempo, sobre a riquíssima herança histórica e arquitetónica mafrense, o ano de 2017 revela-se um marco importante para o Palácio Nacional de Mafra. Com efeito, no próximo ano, mais precisamente no dia 17 de novembro, celebra-se o terceiro centenário da cerimónia de colocação da primeira pedra da Basílica.

Trata-se, portanto, de um ano comemorativo para o Palácio-Convento, classificado como Monumento Nacional em 1910, com propostas marcadas pela sobriedade e austeridade conferidoras da nobreza deste Monumento. A sua construção iniciou-se em 1717 por decisão do então rei de Portugal, ‘o Magnânimo’ João V, em prol de uma promessa que fizera – como forma de agradecimento – caso viesse a obter descendência da sua mulher, a rainha consorte dona Maria Ana Josefa de Áustria. Face à controvérsia entre os historiadores, parece, portanto, lógico admitir que o dia 4 de dezembro de 1711, istó é, o nascimento da princesa Maria Bárbara (futura rainha de Espanha), terá assim determinado a construção do projeto para o Real Convento de Mafra. Quanto ao projeto, falamos na realidade de um simples e despretensioso convento inicialmente destinado a acolher 13 frades franciscanos, mas que, devido a sucessivos alargamentos, viria a edificar um prestigioso monumento de cerca de 40.000 m2; garantindo assim todas as dependências e pertences necessários à vida quotidiana de 300 frades da Ordem de São Francisco.

Nesta publicação muito haveria a ilustrar acerca do convento, da basílica, da biblioteca,  dos subterrâneos, do zimbório ou do conjunto de carrilhões de tubos, entre outros elementos estruturais de inquestionável relevo que compõem o edifício de Mafra. É que, num só edifício, considerado um dos monumentos mais relevantes do património arquitetónico português em 2006, as suas múltiplas valências auxiliam hoje, para além do espólio cultural, uma dinâmica muito útil, quer no contexto religioso, quer militar. Por conseguinte, estes e outros eventos têm por incumbência incentivar a nossa atenção em prol do nosso património. Por ser nosso, este monumento, ou repositório patrimonial, torna-se ainda mais precioso trezentos anos após a colocação da primeira pedra.

17 de novembro de 1717 é a data assinalada e «Conhecer e Qualificar» formam a estrutura central desta espécie de palíndromo, dando o mote a um programa que, repartido sob o incentivo festivo, decorrerá ao longo do ano de 2017.

Esta comemoração conta com a envoltura da Direcção Geral do Património Cultura (DGPC), a Câmara Municipal de Mafra, a Escola das Armas (EA), a Tapada Nacional de Mafra e a Paróquia de Santo André (de Mafra), entre outros. A iniciativa pressupõe a articulação com outras entidades de base local e regional.

O programa, ainda em fase de revisão, será oportunamente apresentado em sede própria. Contudo, a sessão inaugural acontece já amanhã, quinta-feira 17 de novembro de 2016. Por volta das 21h30, na Real Basílica de Nossa Senhora e de Santo António, terá lugar uma conferência – subordinada ao tema ‘O Templo Cristão’ – presidida por Sua Excelência Reverendíssima, D. Nuno Brás da Silva Martins, bispo-auxiliar de Lisboa.

O evento em apreço desta quinta-feira inclui fogo de artifício (na fachada do convento), recital para órgãos e Banda Sinfónica do Exército no Terreiro D. João V (Terreiro do Palácio de Mafra). Esta sessão inaugural compreende ainda a recriação de uma missa do século XVIII. O início do espetáculo piromusical está marcado para as 23h00, e a entrada, como não podia deixar de ser, é livre.

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